Notícia – Leia a íntegra do discurso de Homero em Curitiba e veja fotos do evento

Confira algumas fotos do jantar de lançamento da campanha no último dia 14, quinta-feira, no restaurante Madalosso, em Curitiba. O evento, por adesão, contou com a presença de mais de 250 pessoas. Leia abaixo a íntegra do discurso de Homero. Em breve, acompanhe no site o vídeo do discurso.

Mais de 250 pessoas estiveram presentes no jantar

Mais de 250 pessoas estiveram presentes no jantar

Presentes assinam os recibos que serão encaminhados à Justiça Eleitoral

Presentes assinam os recibos que serão encaminhados à Justiça Eleitoral

Mais uma vez, Homero proferiu um discurso forte, em que diz como pautará sua atuação na Assembleia

Mais uma vez, Homero proferiu um discurso forte, em que diz como pautará sua atuação na Assembleia (leia a íntegra abaixo)

Rosane Ferreira, presidente do PV/PR e candidata a vice-governadora, Homero Marchese e sua mãe

Rosane Ferreira, presidente do PV/PR e candidata a vice-governadora, Homero Marchese e sua mãe

Vista do salão do Restaurante Madalosso

Vista do salão do Restaurante Madalosso

Vista do salão do Restaurante Madalosso

Vista do salão do Restaurante Madalosso

Íntegra do discurso de Homero – Jantar de lançamento da candidatura em Curitiba, 14/08/14

Meus amigos, boa noite!

Depois de lançarmos a campanha em Maringá, chegou a vez de Curitiba. Vejo aqui familiares, amigos da faculdade de Direito, amigos do Tribunal de Contas, da advocacia, alunos das instituições em que lecionei, correligionários do Partido Verde e, também, é claro, os amigos dos meus amigos. Em cada um de vocês, vejo um capítulo dos últimos 13 anos de minha vida, tempo em que tenho residido na capital.

Antes de tudo, portanto, preciso lhes dizer: muito obrigado pela amizade e pela presença de cada um de vocês!

Agradeço, em especial, às palavras da Rosane Ferreira, presidente do Partido Verde no Paraná e candidata a vice-governo do Estado, pessoa a quem muito admiro e que me honra com sua presença neste evento. A Rosane sabe que o meu desejo era vê-la como candidata ao governo do Estado, mas é preciso respeitar as decisões e o momento de cada um. De minha parte, eu confio integralmente na seriedade e no trabalho da Rosane e vou depositar esta confiança nela.

Meu amigos, olhem ao seu redor. Estamos em Santa Felicidade. O que vemos hoje é um bairro populoso, com comércio pujante e boa infraestrutura. O bairro é uma das principais atrações turísticas de Curitiba e é conhecido nacionalmente.Nem sempre foi assim, contudo. O povoamento de Santa Felicidade começou há aproximadamente 130 anos, quando a região começou a receber os seus primeiros moradores, em sua grande maioria, imigrantes italianos. Naquela época, não havia bairro, não havia ruas, não havia prédios e não havia comércio. Tudo o que havia eram terras não cultivadas e muito trabalho a fazer.

Em documentário que gravamos no começo deste ano de 2014, tivemos a honra de entrevistar um dos filhos mais ilustres de Santa Felicidade, o Sr. Armando Túlio. Ele nos contou os principais problemas enfrentados pelos imigrantes daquela época: os 40 dias de viagem entre a Europa e o Brasil; as péssimas condições sanitárias nos navios, em que animais vivos dividiam espaço com as pessoas; os surtos de cólera e difteria, que ceifavam a vida de muitos dos viajantes ainda no meio do caminho e as dificuldades de adaptação à nova terra.

Ele nos contou, também, o orgulho que sente por ser descendente daqueles imigrantes, que criaram seus filhos e construíram Santa Felicidade a partir do trabalho duro. Um trabalho realizado sol a sol, na base da enxada. Um trabalho realizado com muito suor, fé e coragem. O mesmo orgulho é compartilhado no Paraná por descendentes de ucranianos, libaneses, africanos, japoneses, poloneses, alemães e de outras etnias, que decidiram fazer do nosso Estado a sua casa.

E essa decisão foi fundamental não apenas para aqueles imigrantes, mas também para todo nosso Estado: dela veio o esforço de tornar o Paraná uma terra decente, em que as crianças pudessem crescer em paz e as mulheres viver em um ambiente de respeito; dela veio o empenho para se garantir em nossas terras tolerância étnica e religiosa; dela veio a vocação de nosso Estado para a agricultura, e o orgulho de um povo que não se envergonha do trabalho manual; dela, por fim, veio o desejo de fazer do Paraná uma terra de oportunidades.

A esses imigrantes, portanto, muito mais do que nossos sobrenomes, devemos a certeza de que é possível fazer do Paraná um lugar melhor para viver.

Hoje, boa parte das dificuldades que aqueles imigrantes enfrentaram ficou no passado. As estradas de chão foram substituídas pelo asfalto, as carroças foram trocadas pelos automóveis, e as lavouras deram espaço a indústrias, lojas, consultórios…

Mas o exemplo de superação daqueles imigrantes nos acompanha e nos encoraja. Hoje, nos reunimos em um dos bairros mais significativos da imigração no Paraná para dizer àqueles que vieram antes de nós: muito obrigado. Também dizemos a eles: deixem conosco, agora é a nossa vez.

Nós vamos retomar o Paraná, vamos recoloca-lo nas mãos da gente que trabalha, é honesta e é decente! Assim como vocês fizeram, vamos fazer de nosso Estado um lugar melhor para viver!

Nestes últimos 13 anos residindo em Curitiba, uma das maiores oportunidades que tive foi analisar de perto a maneira peculiar como muitos brasileiros e paranaenses encaram sua relação com o Estado. Constatei que, diante do Poder Público, esses cidadãos costumam manter duas morais: uma que vale para si próprio e a outra que vale para os outros.

Ao cursar a graduação e o mestrado em Direito na Universidade Federal do Paraná, pude verificar como parte de nossos servidores públicos fala de boca cheia sobre a injustiça social no Brasil, mas não consegue perceber os vários privilégios que mantém para si mesmo: cargas horárias não cumpridas, cumulação indevida de cargos públicos e patrulha ideológica em sala de aula. São como pequenos donos da bola no campinho público em que a partida é jogada.

A política estudantil, por sua vez, é comandada quase integralmente por agentes do atraso, estudantes ligados a partidos políticos, que buscam fazer dos demais acadêmicos mera massa de manobra para a defesa dos seus interesses. Todas as bandeiras são defendidas, menos a do próprio estudante.

Durante a minha graduação, tive a honra de presidir o Partido Democrático Universitário (PDU), uma ilha de independência no meio do rebanho do pensamento único. A ele e a seus membros, muitos dos quais estão presentes aqui hoje, devo muito da minha formação política e intelectual.

Esses exemplos que observei no tempo de estudante me permitiram ver bem como age parte expressiva da esquerda do país. Constatei que se trata, em regra, de um grupo de pessoas arraigado no Estado, corporativista e arbitrário.

Quem cursou universidade pública nos últimos vinte anos sabia exatamente o que o Partido dos Trabalhadores faria com o país ao chegar ao poder. Não causa qualquer espanto, portanto, vermos hoje que a atuação do PT tem sido marcada por diversos atos nocivos à democracia brasileira. São exemplos o aparelhamento do Estado, a perseguição a jornalistas, a diplomacia seletiva simpática a ditaduras, a edição de atos totalitários, como o recente decreto n.º 8.243, e, principalmente, o cinismo de quem nunca reconhece que faz algo de errado.

De outro lado, meus amigos, minha atuação como servidor do Tribunal de Contas do Estado me permitiu ver como outra parte dos brasileiros e paranaenses lida com o Poder Público.

Grande parte do Centro Cívico, há décadas, vive da troca de favores. O objetivo é ganhar dinheiro ou poder, quando não ganhar dinheiro e poder. Vejam o que aconteceu na última eleição para conselheiro do Tribunal de Contas, por exemplo. O Paraná andou 10 anos para trás depois que um grande conchavo entre os Poderes do Estado foi organizado para beneficiar eleitos e eleitores. Até o Poder Judiciário, quem diria, entrou na farra, e um ano depois colheu da Assembleia um imoral auxílio-moradia para seus membros, de constitucionalidade absolutamente duvidosa.

Há décadas, também, o Centro Cívico é palco das oligarquias políticas do Estado, que fazem do poder um ativo de família, passado de pai para filho, de filho para neto, e assim por diante. Tudo fomentado por campanhas políticas milionárias, em boa parte financiadas com dinheiro público desviado.

Com isso, legislatura após legislatura, somos apresentados a uma juventude que já se apresenta velha, comprometida com o passado. O marasmo predomina: falta paixão, competência, criatividade, e somos levados a crer que a política não é capaz de mudar a nossa realidade.

Essas observações me apresentaram a outro grupo de pessoas do Paraná: a direita coronelista, formada por pessoas que têm medo de garantir igualdade a todos os cidadãos e da qual nosso Estado também não consegue se libertar.

Meus amigos, o Paraná precisa desesperadamente de modernidade.

E quando falo em modernidade, não me refiro a nenhuma solução inédita ou mirabolante. Refiro-me à reafirmação e à promoção de valores testados e aprovados ao longo da história, que têm garantido ao mundo uma inegável evolução civilizatória.

Falo, assim, inicialmente, de um valor pronunciado há mais de dois mil anos, e que tem se revelado indispensável para a boa convivência das pessoas em sociedade: amar ao próximo como a si mesmo. É fundamental para o sucesso de nosso povo que as pessoas ajam com as outras assim como gostariam que agissem com elas.

Falo, também, de valores apreendidos na era das Revoluções: o primado absoluto da Lei, a garantia de direitos iguais a todos, sem qualquer tipo de privilégio a quem quer que seja, e a responsabilização dos cidadãos pelos seus atos.

Falo, por fim, de valores que, promovidos com mais força no último século, mostraram-se fundamentais para a vida em sociedade: em primeiro lugar, a diminuição das desigualdades sociais; e, em segundo lugar, o respeito à diferença, para que cada cidadão possa lutar pela sua felicidade individual, independentemente de seu sexo, cor, aparência ou religião.

Falo, enfim, de uma visão de Estado impessoal, que não sirva aos interesses de grupos de pessoas determinadas, mas que beneficie, sempre, a coletividade, promovendo a virtude e a justiça.

No campo prático, esses valores se refletirão em meu mandato da seguinte maneira: Em primeiro lugar, pela convicção de que o principal papel de um deputado é a fiscalização. É preciso garantir que a Administração Pública do Estado funcione adequadamente, que as receitas convertam-se nas despesas previstas e que ninguém, absolutamente ninguém, seja beneficiado indevidamente no meio do caminho. É isso o que eu sei fazer e é o que eu farei na Assembleia Legislativa do Paraná. Vou fiscalizar o Poder Executivo, o Poder Judiciário, o Ministério Público, o Tribunal de Contas, a própria Assembleia Legislativa do Estado e as demais entidades públicas do Paraná.

Meu mandato será pautado, em segundo lugar, pelo combate a dois dos maiores problemas de nosso Estado. Falo, inicialmente, do modo de escolha dos comandantes do Tribunal de Contas do Paraná. Ou acabamos com a indicação política para conselheiros do Tribunal, ou continuaremos fomentando um verdadeiro balcão de negócios em nosso Estado, que beneficia não apenas conselheiros do próprio Tribunal, como inúmeros outros agentes públicos do Paraná.

E faço questão de ressaltar que os maiores prejudicados por essa situação têm sido os servidores do próprio Tribunal. Esses servidores, em sua esmagadora maioria, são cidadãos decentes, competentes e honestos, que têm sido obrigados a carregar o pesado fardo da imagem da Corte. Pessoalmente, devo muito do que sei e do que sou aos amigos que fiz no Tribunal, gente que é digna de todo respeito e que, por isso, deve andar de cabeça erguida. Muitos deles estão aqui hoje e por isso lhes digo: vou honrar vocês na Assembleia Legislativa do Paraná.

O segundo grande problema a que me dedicarei são os contratos de concessão firmados pelo Estado, em especial os das rodovias. Não tenho qualquer preconceito contra o lucro buscado pelas concessionárias de pedágio, afinal de contas, em uma economia de mercado, as empresas vivem do lucro. Mas é preciso concluir, de uma vez por todas, que o pedágio só existe para a segurança, a comodidade e o desenvolvimento econômico da população do Paraná.

Assim, não é possível que o governo do Estado continue fingindo não saber que os contratos estão extremamente desequilibrados em favor das concessionárias, que auferem lucros exorbitantes e não duplicam as nossas estradas. Além disso, não é possível admitir que o Estado cogite prorrogar os atuais contratos, como têm considerado, sem antes definir rigorosamente o que aconteceu com eles no passado.

Meu mandato será pautado, também, na promoção absoluta da educação, para que todo paranaense possa desenvolver a sua potencialidade. A propósito, precisamos investir pesado em tecnologia e inovação, para revertermos o grave processo de desindustrialização por que passa a economia brasileira atualmente.

Também colaborarei para encontrarmos soluções para os problemas crônicos da criminalidade, violência e das drogas. No campo da saúde, quero contribuir para a realização de um melhor planejamento e organização dos serviços prestados pelo Estado. No campo da economia, quero tomar parte em esforços para a adoção de uma política tributária mais justa e racional, que favoreça a geração de emprego e renda pela iniciativa privada.

Meus amigos, o que eu acabei de lhes dizer é exatamente o que eu penso e é exatamente o que eu vou fazer. Se vocês pensam como eu, eu lhes peço: façam de mim seu representante, me elejam deputado estadual pelo Paraná.

Do alto de um prédio ou da janela de um avião, quem é que nunca olhou para baixo e constatou: “nossa, como somos pequenos!” De cima, tudo parece insignificante. As pessoas ficam a tal tamanho reduzidas que parecem ser substituíveis a qualquer momento, sem produzir qualquer diferença no mundo. No entanto, nós sabemos que cada um de nós tem sonhos, alegrias e decepções. Nós sabemos que as pessoas amam e sofrem, como se o mundo é que às vezes não fizesse qualquer diferença para elas. Cada um de nós, enfim, é o protagonista de sua própria vida e sabe disso.

Meus amigos, chegou a hora de dizermos ao Paraná: nós somos importantes, nós queremos ser ouvidos, nós queremos participar do destino de nosso Estado.

Estamos em uma cruzada cívica pelo futuro do Paraná. Quem conhece a política brasileira sabe que, enquanto estamos aqui, reunidos em um jantar por adesão, nossos principais oponentes estão contando dinheiro para comprar votos e cabos eleitorais. A briga é dura. É por isso que preciso muito, mas muito mesmo, da ajuda de vocês.

Seja um voluntário de nossa campanha. Fale sobre ele a seus amigos e familiares. Leve nossos panfletos no seu dia a dia e os distribua no seu prédio, para seus vizinhos, nas escolas, no trabalho, nas filas de banco, nos postos de gasolina e nos supermercados. Temos apenas um mês e meio de campanha, tempo curto o suficiente para nos esforçarmos ao máximo. Depois, serão quatro anos de mandato, tempo longo demais para nos arrependermos por não termos melhorado o nosso Estado. Acredite nessa estratégia que vai dar certo! Nosso eleitorado é o melhor de todos: ele está disposto a ouvir, não vende votos e compara os candidatos em disputa.

Estamos prestes a fazer história. Estamos prestes a dizer aos poderosos de nosso Estado que há pessoas no Paraná que não se dobram, não se vendem e não deixam de tentar construir um lugar melhor para viver. Assim como fizerem nossos imigrantes no passado, estamos prestes a deixar claro que quem manda nesse Estado é o povo honesto, trabalhador e esperançoso. Viva o Paraná! Viva o Brasil! Beijo na Cláudia! Força e honra!

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