Impasse mantém Sarandi dividida por BR-376

Um impasse mantém a cidade de Sarandi dividida pela BR-376 entre as áreas Norte e Sul. Atualmente, há apenas uma via que cruza a rodovia e liga as duas regiões, dificultando assim o trânsito de pessoas, inviabilizando o comércio e isolando em cada parte órgãos e equipamentos públicos. Segundo o prefeito do município, Walter Wolpato, recentemente a fila de veículos nesse único ponto chegou a quatro quilômetros, por conta de um acidente.

Nesta semana, o deputado estadual Homero Marchese recebeu a resposta do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) a um pedido de informações feito por ele a respeito do traçado na rodovia no município. Uma decisão judicial do final do ano passado fechou os dois cruzamentos que cortavam a BR-376 e deixou o município dividido.

Homero queria saber se o DER estudava alguma solução para livrar a população de Sarandi e região dos transtornos. Em sua resposta, o DER informou que pediu à Viapar, responsável pela operação da via, um orçamento para a construção de um novo viaduto na altura do quilômetro 183 da rodovia. A empresa informou que a elaboração do projeto e a obra em si teriam um custo estimado de R$ 21,8 milhões, o que poderia impactar na tarifa de pedágio. Por conta do custo e do encerramento do atual contato de concessão, em outubro de 2021, o DER sugeriu que a obra fosse solicitada à União ou incluída em um eventual novo contrato de pedágio, ao final do vigor atualmente.

Para Homero, o esquema de corrupção revelado pelo Ministério Público Federal na Operação Integração, que onerou os cofres públicos em mais de R$ 8 bilhões, justificam a realização da obra sem custo adicional desde logo. “Os paranaenses já foram muito penalizados pelos pedágios. A Procuradoria da República já demonstrou que aditivos foram firmados para beneficiar as empresas, onerando o motorista indevidamente”, diz Homero, que pretende também enviar um ofício para a força-tarefa da Lava Jato, sugerindo que essa obra seja incluída em um eventual acordo de leniência firmado com a Viapar.

A Viapar e outras quatro concessionárias tiveram ativos financeiros bloqueados por decisão do juiz Paulo Sergio Ribeiro, da 23º Vara Federal de Curitiba.

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