Efeitos da vacinação no Brasil de Janeiro a Março de 2022

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Previous
Next
Em sequência ao trabalho de monitoramento do desempenho das vacinas que começamos de forma inédita no país na metade do ano passado, apuramos o número de óbitos de vacinados e não vacinados no Brasil no período de janeiro a março de 2022, quando toda a população brasileira acima de 12 anos já tinha tido a oportunidade de receber ao menos duas doses da vacina.
 
1- Ao final de março, mais de 158 milhões de brasileiros se vacinaram com duas doses (ou com a dose única da Janssen) e aproximadamente 73,6 milhões se vacinaram com a dose de reforço;
 
2- Embora em números absolutos a quantidade de óbitos entre os vacinados foi superior à dos não vacinados, em números proporcionais (a grande maioria da população adulta brasileira se vacinou) a conta se inverte. No geral, uma pessoa não vacinada no Brasil teve 7,75 vezes mais chance de morrer de COVID do que uma pessoa vacinada. A proporção muda de acordo com a faixa etária e a presença de comorbidade e aumenta com a dose de reforço (embora para faixas etárias que se vacinaram mais tarde ainda seja precoce a exatidão dos números relacionados à dose de reforço);
 
3- Entre as crianças, o risco de óbito entre as faixas etárias de 0 a 2 anos é bastante superior ao das crianças de 3 a 11 anos. A maior parte das crianças de 05 a 11 anos vacinadas com duas doses tomou a segunda delas no final de março, não permitindo, por ora, uma avaliação fidedigna do desempenho dos produtos;
 
4- No balanço geral da luta contra a COVID, a vacinação tem se mostrado bastante positiva. Isso não autoriza dispensar a ponderação individual sobre riscos e benefícios. Eu me vacinei, mas é um direito de cada um fazer essa ponderação. Crianças, em especial, são menos suscetíveis à doença e para elas os dados sobre vacinação ainda são incipientes. Vacinas diminuíram significativamente os óbitos por COVID, mas não os eliminaram, o que significa que não eliminaram a transmissão da doença. Trata-se de um vírus respiratório, que sofre mutações (Deus queira para formas cada vez menos letais).